Escrito ontem, antes dos sonhos me levarem.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Sem oi, sem tchau
Por mim viajaria amanha. Sinto necessidade de um tempo que até ontem não sentia. Queria aproveitar o máximo até pisar no avião. Até ontem restava alguma esperança de ainda te ver, me despedir. Isso tudo acabou sem mesmo ter começado direito. Tudo bem a distancia é uma bosta – desculpa o termo – mas sentia que ainda poderia te ver, te sentir, sentir teu abraço pelo menos uma ultima vez. Beijo, não me importaria se não ganhasse, posso até querer mas sei que agora você não quer mais. O jeito que isso terminou, sem mesmo ter olhado pra você mais uma vez… eu sinto que… na verdade, não sinto nada, ou sinto tudo. Agora quem esta confusa sou eu. Não me entendo mais. Não consigo ficar sem olhar se você esta aqui, online. Sem ao menos cogitar um oi. Não dou mais porque você quis assim, pode demorar mais vou aceitar. Aqui, tudo será mais difícil porque tudo me lembra você. Se eu pudesse no mínimo desaparecer. Agora. De repente.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A raiva me engole novamente. Porque ainda me importo? Não sei, talvez burrice minha. Todo aquele discurso de que nunca poderia parar de falar com você. Você queria que eu prometesse, simplesmente falei que não tinha motivo. Mas e agora? Não é questão de mais ninguém. Só nossa. Ninguém além de você me fez tomar essa decisão. Pra mim chega. Não quero mais correr atrás de algo que se depender só de você não acontece. Nossas conversas, porque agora tudo depende do MEU oi? Se não chamar, ninguém fala. Cansei. Não estou quebrando promessas, não costumo fazer isso, só estou recebendo o seu recado. Parece não temos nada pra falar, você não tem. Com lagrimas nos olhos termino dizendo o que nunca quis. Dizendo, eu desisto de nós.
Pena que podem achar que é só mais um texto.
Que um ‘reticências’ pode acalmar tudo.
Mais não, não pode.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Para: ele
Sinto que não posso escrever tudo como escrevia. Isso passou a ser muito difícil. Não sei porque, não me sinto bem. Na verdade talvez saiba. Sinto vergonha de colocar em palavras TUDO que se passa por aqui, na minha mente, porque sei que vai ler. Meus textos retratam o que eu sinto, o que eu já senti. É estranho me abrir e colocar em palavras tudo que desejo. Sabendo que você ainda está indeciso, confuso. Sabendo que pode não querer o que eu quero, mesmo que seja uma mínima parte de você, a mesma parte que te faz inseguro. Eu organizo o que eu penso e o que eu sinto em parágrafos, assim consigo me entender. Tente o mesmo, num papel qualquer escreva tudo que vem à sua mente, mesmo que depois você rasgue em pedacinhos e jogue no lixo. Isso irá te ajudar. Talvez assim entenda o porquê de decisões possivelmente erradas que na hora pareciam certas. Que estavam cegadas pelo medo que existe dentro de você. As palavras virão em sua mente e flutuarão direto para o papel. Não pense em nada, não pense em como vai ficar. Não tenha receio de colocar tudo pra fora. Me fez bem, também te fará.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Final daquilo que mal começou
Hoje a lembrança daquele beijo voltou. Porém dessa vez não voltou pra me atordoar. Voltou para me mostrar o quanto eu cresci e aprendi com tudo que aconteceu. Agora não sei como tudo isso vai acabar, talvez amanhã eu saiba. Sinceramente se acabarmos assim ficarei feliz. Mesmo não querendo ter esperado tanto tempo para que acabasse assim, ficarei feliz. Tudo clareou em minha mente, tudo que vivi me fez crescer. Estou aliviada. Me descobri e conheci uma parte de mim que não conhecia. Descobri um dom, a escrita. Entendo que você fez escolhas, certas ou erradas não cabe a mim julgar, você teve teus motivos, os quais posso nunca entender. Te culpo por tudo e sinto agora que só tenho que dizer obrigada. Tudo que passei esses três meses agora me faz bem, tive que acordar para um mundo que não conhecia. No despertar doeu, machucou muito, mas isso me fez crescer. Nunca imaginei que podia estar tão bem, tão segura de mim, mesmo sem você. Estou certa do que eu quero e do que eu sou. Me superei, superei as expectativas que tinha sobre mim mesma. Você de algum jeito me ajudou a descobrir isso tudo que eu já tinha aqui dentro, guardado. Hoje posso sentir que não virei outra pessoa, continuo a mesma, porém melhor. Mais forte, bem mais segura.
Profundezas do meu eu
O calor do sol penetra na minha pele e o barulho do mar me liberta. A praia me traz tranquilidade, me acolhe e acolhe meus pensamentos. Maresia me traz lembranças e com o vento velejo pelos mares da minha alma que, turbulentos, se acalmam como depois de grandes tempestades. O sabor da água, salgada e única provoca a minha sede curiosa. Penso no que posso descobrir em mim como posso nas profundezas do oceano. O que me ofuscava como a areia na água começou a se assentar. Coisas incertas e assustadoras não me dão mais medo. Estou protegida por uma força interior que agora se faz passar por submarino, firme, inquebrável. As dúvidas que antes pareciam grandes montanhas rochosas agora se esfarelaram em minúsculos grãos de areia. Sei que algum dia o submarino pode se chocar com novas pedras ainda não transformadas. Porém enquanto isso, olho pro céu. Um céu puro e sem nuvens. Nele gaivotas voam me guiando até o infinito e até o final da minha existência. Até o interior de meu eu.
Ideias compartilhadas com Isabel Albuquerque <http://thehostkeepsalive.blogspot.com/>
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Tempo
A raiva me consome e me deixa cada vez mais aflita. Minha inspiração começa a se esgotar. Imagino que saibas o que eu preciso porém me recuso a repetir. Me recuso a desejar isso tudo sozinha. Digo NÃO ao que eu sinto mais uma vez e finjo não me importar. Esses sentimentos de angustia e raiva ofuscam meus pensamentos como as nuvens ofuscam o sol. Sem acabar, me retiro até a tempestade passar, até clarear o dia. Me retiro até minha inspiração chamada VOCE volte. E dessa vez não vá.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Anoitecer
Não demora pra vir porque sei que o que nós sentíamos já era maior que isso. O tempo passa à medida que o sol nasce e depois adormece. Paro pra pensar e organizando meus sentimentos descubro que tenho medo. Medo que nosso sentimento chegue a desaparecer. Medo que ele seja trocado por outro, por outro alguém. Cada vez que a lua aparece e me traz cautela, fico mais atenta. Com meus olhos fechados vejo o que eu sinto. Não consigo ver tudo, não vejo teu lado. Não sei o que sente nem o quanto sente. Não leio mentes, não entendo corações.
Desabafo
A partir daquele dia meus sentimentos mudaram. Minha consideração por você mudou. Não estou cegamente apaixonada como pode parecer. Como meus textos podem mostrar. Estou com meus pés no chão. Não sei como será quando te ver novamente. Não sei se ganhará o beijo como esperas. Depois de tudo que me fez passar. Sozinha. É um desabafo, como o titulo diz. Quero ser valorizada, amada, cuidada. Não quero que seja só mais uma noite. Quero um -Desculpa - olhando nos meus olhos. Provando teu arrependimento me dando certeza do que sente. Do que sou pra você.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Sonho real
Já deitada nessa cama te imagino aqui. Nosso corpo colado um ao outro como se fossemos um só. Nossos braços entrelaçados como raízes que se fixam na terra. Nossos pensamentos flutuavam juntos para um lugar onde não há nada. Nada além de nós.
Imagino nossos olhares se cruzando. Meu sorriso acanhado e tua voz macia soando como melodia. Esse sotaque que me faz rir incontrolavelmente. Cada vez me deixando mais envergonhada. Uma vergonha sem motivo que só tua presença traz.
Sinto meus olhos fechando. Não quero dormir. Não enquanto tiver você aqui. Comigo. Sinto tua respiração calma na minha pele. Me tranquiliza e me faz dormir sabendo que quando acordar terei do meu sonho a realidade.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Universo Oculto
Nossos olhos brilhavam. Havia um laço entre nós. Seus lábios foram aproximando-se dos meus. Num piscar de olhos estava em outro mundo. Um mundo só nosso. Nada melhoraria aquele momento. Foi quando eu percebi que estava errada. Ele, me acolhendo em seus braços, me deu valor. Me fez sentir segura, viva. Um sentimento que, confesso, fazia tempo que não florescia em mim. Seus braços enlaçando minha cintura se moveram. Suas mãos subiram em minhas costas e tiraram meu ar. A partir desse momento perdi a noção dos meus atos. Não sei o que fiz, o que pensei. Minha mente flutuou por aquele mundo que só nós existíamos. Desapareci e não pretendia voltar ao mundo real tão cedo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Busquei inspiração nas mínimas coisas. Nas gotas que caiam do céu. Nas flores que se abriam ao nascer do sol. Nenhuma delas me inspirou como teu sorriso. Teu olhar. Um olhar ingênuo a espera de eu beijo que não dei. Não sei como será quando não tiver você. Vou conseguir escrever? Minhas palavras voltarão no tempo e expressarão saudade. Uma nostalgia de uma época linda. De dias floridos e mágicos. Minhas palavras voltarão pra te encontrar.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Indecisa
Não quero me jogar de cabeça nessa, não sozinha. Aconselham-me a seguir em frente, partir pra outro. Parte de mim quer, não agüenta mais essa confusão, essa demora. Porém, outra parte não quer seguir em frente. Quer reviver aquela magia, aquelas sensações incríveis. Passar momentos inesquecíveis. Fazer valer a pena essa espera inacabável.
Infelizmente essa decisão não é só minha. Por minha parte sim, é. Mas não depende só de mim. Depende dele também. O que me aflige é não saber o que passa pela cabeça dele. Não saber o que ele sente. O que quer.
Expressar sentimentos a distancia é horrível. Não se sabe o que passa na cabeça do outro. O medo de ser rejeitado. Falta o olho no olho, a cumplicidade de estar junto. A verdade nos sentimentos. Aquele beijo acanhado no meio da fala. Para acalmar a vergonha ou quando finalmente se está falando tudo que sente. Tudo que pensa. Falta tudo.
Meu erro foi criar expectativas demais. Esperar muito dele. Esperar coisas incríveis, coisas impossíveis.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A mil
Me falam, deixa rolar, dê tempo ao tempo. E eu fiz o mais difícil, te esperei. Até ontem quando te vi. Na hora do abraço fiquei com medo que pudesse sentir meu coração a mil. Então soltei, já que uma vergonha incontrolável tomou conta de mim. É esse embaraço que tua presença traz, reação um tanto quanto nova, confesso.
Se você pode mesmo ler minha mente, não sei, mas se pudesse veria que tudo o que procurava naquela hora era algum lugar que eu pudesse me esconder e fugir. Da conversa, da tua ausência e do final daquilo que mal começou.
Com palavras da querida Sophia Cipriani. (http://sophiacipriani.blogspot.com/)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Lembranças daquele dia vieram em minha mente. De novo. Lembrança daquele momento. Daquele beijo. Eu me pergunto aonde foi toda aquela magica. Parece que desapareceu. Voce não se importa mais. Nem sei se essas lembranças retornam em voce como retornam em mim. Nem te conhecia direito. Conversamos, mas mesmo assim. As mensagens que seguiram me deram esperanças. Voce não veio me ver. O tempo passou. Cai em mim. Coisas mudaram. Eu mudei. Todas aquelas sensações voltam a me atordoar. Não tem explicação. Só não quero me apaixonar.
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