Ele abriu e eu entrei pela porta. Nenhuma palavra foi
dita. Logo que a porta se fechou nossos olhares se cruzaram. Ele simplesmente
se aproximou. Eu podia sentir sua respiração calma, nada comparada com a minha,
acelerada demais. Nossos lábios se encostaram e parecia eletrizar meu corpo
inteiro. Suas mãos percorreram a extensão de minhas costas e de repente se
moveram para meu rosto, meu pescoço. Foi o ápice, ponto fraco. Então, vi minhas
mãos descendo até sua cintura e involuntariamente puxando sua camiseta. Ele, sem hesitar, me
ajudou e a tirou em um movimento só. Como uma música, sem pausa, começou a desabotoar
minha camisa. Botão por botão ela foi sendo aberta e cuidadosamente retirada.
Finalmente ao me aproximar dele senti o calor daquela pele morena que fazia
contraste com a minha branca, pálida. Aquele calor esquentava meu corpo
inteiro, das minhas mãos até a ponta dos meus pés. (...)
sábado, 28 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Parte Um
Ele aqui ao meu lado, na cama. A ponta dos dedos deslizando sobre minhas costas
nuas. Imaginei tudo que poderia ter acontecido antes desse nascer do sol.
Pássaros cantavam ao fundo dessa nossa dança de olhares que preenchia o vazio
que existia entre os beijos dados. Minha cabeça doía, talvez resquícios da
bebida que me deixara levemente tonta na noite anterior. Flashes me ajudavam a
lembrar sensações que senti e prazeres desconhecidos até então. Toda atenção e
carinho que recebi me faziam querer voltar no tempo e viver tudo novamente. Sem
qualquer mudança, exatamente igual. Me sentia boba e ria por qualquer coisa.
Sentei na cama e vesti a camisa jogada de lado. Aquele cheiro, aquele perfume
que me fazia inspirar profundamente para que cada vez mais entrasse em minhas
veias. (...)
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Maldita Bipolaridade
Com
minhas mãos trêmulas faço o que não deveria. Escrever. Me recusei no começo
entretanto cedi. As lagrimas voltaram a encher os olhos, a escorrer pelo rosto e a encharcar o papel. Espero que
tenham sido as últimas que deixei escorrer. Posso ter me machucado me feito
sofrer novamente porém precisava. Não conseguiria seguir a diante com tudo na
cabeça.
Nesses
últimos meses cresci, as vezes não me entendo mais. Procuro explicações demais.
Uma maldita bipolaridade me faz mal. Sentimentalista demais de repente
racionalista demais. Não existe meio termo? Sim existe, mas então porque não
consigo? Cansei, mesmo, me sinto insuportável. Meu choro constante é
insuportável. Não aguento mais.
Bem
com essas palavras encerro me repetindo. Porra, levanta a cabeça mano!
terça-feira, 10 de abril de 2012
Sem a minha mente em você
Um
coração, uma mente e um corpo que não estavam acostumados com tudo aquilo. Três
quilos a menos nas três primeiras semanas foi só o começo. Os flashbacks
pareciam que iam ficar em mim eternamente. Uma confusão de pensamentos e
principalmente de sentimentos os quais não conhecia. Com o tempo tudo passou e
o que eu sentia acalmou. Mas nem por isso se foi. Tudo sempre voltava com uma
frequência cada vez maior. Era uma falta de carinho e de amor que me fazia
sentir falta do que senti. Somente com a cabeça cheia de coisas me distraia.
Quando chegava a noite eu olhava pra lua que brilhava no céu e pensava em tudo
de novo. Era difícil pegar no sono logo que deitava. Demorava um tempo pra
minha mente se acalmar. Uma nova meta apareceu e me contagiou. Uma paz e uma
tranquilidade agora acalmam meu corpo. Me sinto aliviada e extremamente feliz.
Apesar de uma confusão juntando a falta de experiência e ao mesmo tempo muita
maturidade e pé no chão, me orgulho do que sou e do que sinto hoje. Agora o sol
se pôe e a lua aparece. Um corpo tranquilo na cama e um coração batendo
normalmente, sem uma aceleração quase sempre indesejada. Sem a minha mente em
você.
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