sexta-feira, 29 de junho de 2012

Amanhã, talvez

Um sonho que todos acreditam que é fácil. Momentos que antecipam a viagem não são assim fáceis de lidar. A ansiedade vem e vai todo dia. Choros e lapsos de soluços sempre acontecem. Não quero passar meus dias assim. Estou sempre buscando coisas e pessoas que me façam feliz. O que me faz mal é ter que controlar sentimentos. Confusa, parar e pensar que não posso sentir isso agora. Alguns sentimentos recentes que um dia talvez descubra o porquê de terem acontecido justo agora.  É difícil pensar que em trinta e seis dias vou embora. É complicado porque penso demais no que vai acontecer amanhã ou semana que vem. Quero muita coisa antes de ir. Tenho tempo, mesmo que passe rápido. Certas coisas não quero deixar para depois. Não sei como será amanhã, se ainda serei a mesma ou se simplesmente ainda serei. Coisas acontecem a todo o momento e não sei o que acontecerá até lá. Corro risco de tudo. Eu não sei, você não sabe. Ninguém sabe se existirá o amanhã. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A(calma)-me

Ele pergunta o que me aflige, respondo que hoje tudo me aflige. Acordei bem, mas o desenrolar da manhã me provocou angustia somada com nervosismo ‘pré-prova’. Não estava bem. Procurei conforto após o almoço, mas não encontrei. Tudo piorou e me vi perdida em vozes da minha cabeça. Eu não sabia o que falavam, mas sabia que estavam lá provocando caos continuo. Ao caminhar cada passo que eu dava era menos tempo pra mim. Menos tempo para que eu pudesse me acalmar e organizar minha mente. Ao atravessar a última rua quase desabei. Tive que conter meus olhos cheios de lagrima que insistiam em se formar . Era tarde porém procurei o abrigo que deveria ter procurado anteriormente. – Mãe, não estou bem. – Esperando resposta respirei fundo algumas vezes. O celular tocou e ao atender tudo que havia acumulado escorreu pelo meu rosto de uma vez só. Encontrei calma lentamente. Eu sabia que tinha uma prova a fazer e por mais que quisesse não podia escapar. Entrei na sala e em silencio sentei. Durante trinta minutos fiz tudo. Lia as frases e perguntas, mas sabia que minha mente não estava completamente lá. O sinal bateu e me trouxe alívio. Me sentia sufocada naquela sala. Saí rapidamente, respirei ar puro e fui buscar o abrigo que um dia quis e achava ter, possivelmente, encontrado.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Disparar e acalmar do coração


Meu coração me deu uma trégua. Descansa de todos os sentimentos que tenho e que se acalmaram. Meu coração volta a bater normalmente sem uma aceleração espontânea. Fiquei brava, sorte que voce não respondeu mais nada. Teria pedido um tempo para respirar e me acalmar para que não falasse besteira. Fiquei brava pela maneira que mudou. Talvez seja porque tudo aconteceu ontem e ainda não nos acostumamos. Também fiquei envergonhada quando te vi, entretanto tratei a vergonha de um jeito distinto, rindo da minha própria situação de uma maneira que com certeza me levou a corar. Espero que não fique como foi hoje. Depois de confissões e de abrir o coração falando de tais sentimentos daquela maneira, olho no olho, não deveria ser assim. Ontem não foi assim. Me decepcionei com a reação, talvez seja só agora, espero que passe. Paro e sorrio por ter me contado seu lado. Deito a cabeça no travesseiro tranquila e me enrolo no cobertor sorrindo sabendo que nada acontece por acaso.

sábado, 9 de junho de 2012

(Re)Conhecer

A melancolia que essa praia me traz me afeta bruscamente. Essa gripe me incomoda e esse vento frio que faz meu cabelo voar piora minha dor de garganta. Me sinto pra baixo sem vontade de nada. Vou para cama e acordo sonhando com um mundo que criei. Me sinto mal por não conseguir o que quero. Me sobrecarrego de desejos que ficam à flor da pele e que criei com esperanças de conquistar. Meu coração dispara quando escuto as vozes na sala falando sobre a morte dos meus avós. Pais do meu pai que faleceram logo quando eu ainda era criança. Não me recordo deles. Nada, nenhuma lembrança. Uma lagrima solitária escorre no meu rosto. Escorre de saudade de algo que nem lembro. Desejo que tivesse alguma memória de um tempo que sei que foi lindo. Esse assunto muito me afeta e lagrimas pingam toda vez.  Uma esperança ainda vive aqui dentro de saber o que vivi. Conhecer o que conheci e não lembro. Reconhecer uma parte de mim.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Como crianças


Se eu estiver com medo, com vergonha, com os olhos cheios de lágrima me abrace. Se estiver sendo incomodada por outro não arranje briga, passe seu braço ao meu redor e simplesmente mostre que já sou sua. Me ligue, não mande só mensagem, gosto de escutar sua voz.  Me chame pra um programa surpresa, nem que seja só pra deitar no sofá da sua casa e não fazer nada. Não me importo com o que e sim com quem. Se eu falar que nunca fiz ou que não sei fazer só fale que me ensinas. Me leve pro mar e me ensine a flutuar. Se estiver tensa e não quiser falar não insista, só fale que está comigo e que tudo ficará bem. Me faça massagem, eu amo. Beije minha testa e me aperte forte que me sentirei segura. Abra a porta e deixe-me entrar primeiro. Se eu cair estenda a mão e me ajude a levantar. Não me encare por muito tempo porque morro de vergonha e posso corar. Me beije sem querer, me surpreenda. Me leve pra jantar, quem sabe cachorro quente. Me queira, sou toda desejo. Me deixe ir e me espere voltar. Mas não desapareça, jamais.


Desabafo doente


Passo frio, muito frio, deitada sozinha envolvida em meio a esse edredom que não existe igual. Tenho tosse continua que cada vez dói mais. Falar com ele me fez bem. Apesar do desejo de tê-lo aqui me atrapalhar. Desconfortável nessa cama escrevo pra mim, com medo que se ver esses textos mude algo. Me abro neles e tenho medo desse ato. Queria que viesse aqui e fazendo cafuné e me dissesse que tudo ia ficar bem. As palavras da conversa se tornam distantes seguidas por um silêncio. Ele sai e em meio a um suspiro sussurro para mim mesma - tchau, fique bem, se cuida e lembre-se de mim. Antes que pudesse concluir a frase, tusso novamente, meu coração aperta e uma lagrima escorre.