- Ele: Deixa a imaginaçao fluir...
- Ela: E se ela for muito longe?
- Ele: Mas é pra isso que serve a imaginaçao, para ir longe! Perto de coisas que queremos...
- Ela: Quer dizer que tudo que eu imagino eu quero?
- Ele: Ela serve pra imaginar coisas que queremos e viajar em muitas outras. Mas eu fico pensando em coisas que eu quero, não em coisas que eu não quero. Você não?
- Ela: Fico.
- Ele: ....
- Ela: Mas as vezes não gosto de imaginar.
- Ele: Porque?
- Ela: Porque muitas vezes imagino o que não pode acontecer ou que simplesmente, por algum motivo, não acontecem. Ficar imaginando as vezes não é bom.
- Ele: Isso é ruim, mas não custa ficar imaginando. Vai que um dia acontece. Nunca pode se perder a esperança.
- Ela: Imaginação cria expectativas. Aprendi a não criar mais.
- Ele: Então tu nao tem mais sonhos.
- Ela: Tenho sonhos. Muitos.
- Ele: É quase a mesma coisa.
- Ela: Não acho. Sonhos são bem mais que simples expectativas de coisas que possam acontecer. Esperanças ainda são resquícios de sonhos, de desejos. Coisas que voce pode querer mais não vai viver pra isso, como voce vive por um sonho.
- Ele: Tu tem que lutar para que as coisas que tu sonha e imagina aconteçam. Não adianta só sonhar, tem que fazer acontecer.
- Ela: Quem disse que não corro atras do que eu sonho? Do que eu quero? Simplesmente tem coisas que precisam esperar. Cada coisa tem seu momento e cada sonho tem sua prioridade.
- Ele: Concordo. Tudo tem seu devido momento para ser perfeito...
- Uma conversa com um amigo. Alguém especial.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Menos Frágil
Indesejadas lagrimas aparecem constantemente. Raiva, nervosismo, sentimentos. Todos se unem e formam uma grande bola de neve que me derruba e me enterra cada vez mais. Não quero essas lagrimas aqui porque não quero mais chorar. Chega um momento que se cansa de enxugar os olhos e a barriga dói de tanto soluçar. Não quero sentir a raiva que eu sinto. Talvez raiva de mim, raiva de voce, provavelmente raiva de tudo. Uma dor me incomoda aqui no peito, sinto um vazio que demora a ser preenchido. Por segundos, lapsos, esqueço dele mas ele insiste e sempre volta. Principalmente quando essa raiva aparece e junto essa inconformação com a vida. Rapidamente ligo o foda-se e finjo não ligar pro que acontece. Mas não dura muito tempo. Não sou de pedra nem de ferro. Tenho um coração que sofre. Quem me dera ter um coração que não sofresse ou que fosse no mínimo menos frágil. Quem me dera eu fosse menos frágil.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Tortura do inconsciente
Eles estavam juntos
novamente, em um lugar onde um dia ele havia prometido que a levaria. A grama
era verde e o céu estava azul como nunca esteve. Algumas meras nuvens
solitárias que vagavam sozinhas por aquela imensidão do céu não tampavam o brilho
que vinha do sol. Eles estavam somente sobre uma toalha, dois corpos que se
enlaçavam carinhosamente querendo ser um só. A única coisa que os acompanhavam
era o violão, o resto, supérfluo, havia sido deixado no carro longe dali. Eles
estavam com as duas coisas que mais importavam na vida deles. Um ao outro e a
musica que corria calorosamente na veia de cada um deles. Ele acompanhava com
uma melodia suave aquela voz neutra dela que em cada nota que era cantada
expressava uma mistura de tudo que existia naquele coração. Os olhares se
cruzavam e sorrisos eram lançados ao vento. O silêncio da natureza era quebrado
com o barulho dos beijos dados. Depois do ultimo beijo abriu os olhos e a pior
sensação do mundo tomou conta dela. Era só um sonho. A saudade fez com que seus
olhos cobrissem de lagrimas e instantaneamente transbordassem. Os soluços que então
surgiram no meio da respiração acelerada fazia com que cada vez mais seu corpo
inteiro se enchesse de dor. Um ódio do tempo foi despertado. Ela odiava que ele
tinha passado e levado tudo que um dia teria existido entre eles. Minutos e
depois horas correram no relógio. Ela abraçada firmemente no travesseiro se
acalmava. A respiração voltava a seu ritmo normal. Fechando os olhos e pegando
no sono novamente ela mergulhava naquele universo de sonhos que teimava em
torturar aquele coração já frágil demais.
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
2AM
O fogo que queimava os gravetos secos dessa praia me esquentava. Aquilo me fazia bem, não esquentava só a minha pele, mas também meu interior. Sentia-me quente, acolhida por aquele clima de penumbra das duas da manhã. Um luau que fora do comum não tinha violão, não tinha musica, mas isso não me incomodava. Eu tinha uma melodia dentro de mim que tocava involuntariamente. Uma melodia já conhecida que me acalmava. Sentia que o vento virava, a fumaça cobria meus olhos e os faziam arder. Eu saía dessa rota de dor e agonia me aproximando do mar. O mesmo vento que me cegava anteriormente agora me trazia alivio. Um alívio que meus olhos precisavam, eu precisava. As mínimas vozes na praia ecoavam sutilmente em meio ao barulho das ondas que quebravam. Era incrível, único. Meus pés descalços na areia molhada até onde a água chegava. Me sentia bem, em casa. Tranquila com aquela melodia que me fazia voltar no tempo. Num tempo em que ainda sonhava acordada.
Estava guardado, sem final, até ontem.
terça-feira, 6 de março de 2012
Eu sinto
Sabe aquela vontade de cuidar de alguém? Daquele alguém especial? Quando aparece a frase – não estou bem – aquela vontade de estar junto, ao seu lado. Como é sentir que alguém melhora simplesmente com a sua presença? Simplesmente por deitar no seu colo e ser cuidado.
Você sente falta de cuidar de alguém? De ser especial? Falta de alguém se importar? Eu sinto. Sinto falta do bip do celular, do coração acelerado e do simples se cuida. O se cuida que pra mim mais importava,que abreviava um ‘se cuida para que quando eu voltar eu mesmo possa cuidar de você’.
Sinto falta do sol nascendo com o sorriso já acordando em meu rosto. Eu dormia para que a noite passasse mais rápido. Para que o outro dia chegasse logo. Agora, durmo para sonhar e para viver o que sonho acordada. Deito a cabeça no travesseiro e imaginando o dia seguinte tenho esperanças que ele seja melhor do que o que passou. Esperanças de que algo novo surja ou de que alguma coisa simplesmente mude. As coisas não são como eram, eu não sou como era. Sinto falta das antigas sensações, dos antigos sentimentos, das antigas coisas. Só não sinto falta da minha antiga eu.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Recomeço
Uma trama de frases que ao serem agrupadas e certamente encaixadas formam um texto. Um tecido feito de pensamentos e verbos. Dependendo de tal significado ele conforta-nos e nos aquece como lã. Em mim o ato de escrever causa liberdade. Liberdade de expressar coisas que passam aqui dentro. Consigo colocar em parágrafos toda a minha confusão, toda a minha angústia. Acredito que cada um tenha seu motivo para escrever. O meu foi porque precisava desabafar. Precisava de uma maneira para me abrir e de um lugar que pudesse me sentir segura. A folha do caderno foi minha melhor saída. Uma folha que jamais voltará a ser branca como antes. A escrita me fez bem. Agora me resta buscar inspiração em outros lugares, porque o que tinha se foi. Procurarei um novo rumo para os textos. Um a nova inspiração, um novo porque.
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